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Meu Versículo Padrão

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar BAP, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:2)

segunda-feira, 12 de abril de 2021

As Etapas Do Desvio

Fala aí JDJ! Nós aqui de novo para como de costume, darmos mais uma olhada nas instruções que a Bíblia nos oferece sobre a forma como devemos viver. Afinal de contas, já estamos quase carecas de saber que ela é uma espécie de manual do construtor, onde o Senhor mostra como devemos evitar, ou até mesmo tratar, cada tipo de problema nessa engrenagem complexa, que também chamamos de nossa vida.

E como os dias têm sido muito difíceis, não são poucas as notícias que dão conta de jovens que estão abandonando a fé por diversos motivos. Inclusive eu discorro um pouco mais sobre isto no artigo Por Que Os Jovens Se Desviam da Fé (isto é um link). Mas aquele texto tem o intuito avaliar um pouco dos motivos, mas neste eu tentarei te mostrar que a Bíblia também nos alerta sobre as etapas desse triste evento chamado desvio.

O apóstolo Paulo já nos deu um “se liga” quando escreveu que “as más companhias, ou as más conversações, corrompem os bons costumes” (1 Co 15.33). Para mim isto quer dizer que as influências de amizades contribuem bastante nas decisões sobre o que eu faço da minha vida em muitos sentidos, inclusive no espiritual. Isso é muito verdade, pois na minha juventude o meu velho pai falava o seguinte ditado: “quem se mistura com porcos come farelo”. Ora, o meu velho queria dizer que se eu me acompanhasse de más pessoas, não demoraria muito para que começasse a fazer as coisas erradas que elas faziam. Agora eu te peço para avaliar o quanto isto foi, ou tem sido, uma verdade na sua vida também.

Desde cedo a gente já consegue ver o direcionamento que é dado na vida de um jovem, em virtude das companhias que ele tem. É claro que não se pode apenas em virtude disto, generalizar e determinar o que vai acontecer com cada um, mas as companhias são e sempre serão, um forte indício do caminho que muitos têm tomado. Eu também costumo dizer, e neste caso a observação tem me ajudado na constatação, que é muito mais fácil um amigo nos desviar do bom caminho, do que nos levar para o bom caminho. O motivo disto eu não sei ao certo, mas seguramente deve estar relacionado com os apelos mundanos, que no início, sempre parecem ser mais legais do que os apelos celestiais. Mas infelizmente, ou felizmente, o passar dos dias vai mostrando que a coisa é bem diferente do que parecia ser no início.

Então, olhando para o Salmo 1.1, logo de cara o Senhor nos mostra as etapas em que os desvios acontecem, leiamos:

Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.

Você viu o que eu vi, JovemDJesus?

Aqui estão três estágios muito marcados, sobre os quais nós precisamos estar atentos, seja sobre nós mesmos, sobre os nossos filhos, nossos amigos, nossos jovens, e tudo mais.

1º - Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios

Aqui está o início das coisas, pois normalmente um jovem começa andando com os ímpios, ou seja, a se acompanhar daqueles que não professam a sua fé. E nesse andar junto, ele ainda não está muito envolvido, mas já está querendo ver “qual é a da thurma”.

2° - Bem-aventurado o homem que não se detém no caminho dos pecadores

Neste estágio o jovem não está apenas andando junto, mas ele já começa a parar para ouvir as ideias, os pensamentos e as “coisas legais” que esses teriam para contar, tudo de uma forma meio que sedutora. Então ele começa a pensar: “por que não”?

3º - Bem-aventurado o homem que nem se assenta na roda dos escarnecedores

Então esse jovem chega na terceira etapa, que após andar junto e parar para ouvir, ele já se assenta junto e então se mistura. Neste estágio o recuo é sempre mais difícil, pois já houve uma identificação do papo, das aventuras e dos gostos. Aqui o jovem já virou a sua cabeça e se desviou do Caminho, todavia, nada é impossível para o nosso Deus.

É interessante como a Bíblia utiliza a ideia de caminhada na ilustração das etapas da fé, não é mesmo?

Conversão, desvio, caminho, caminhada, andar (...), ao ponto de Jesus nos dizer que Ele é O Caminho (João 14.6). Deste modo, quando a gente se converte à Cristo, significa dizer que íamos no caminho da morte e encontramos o Caminho da vida. Por outro lado, quando já estamos no Caminho da vida e nos deixamos ser levados noutra direção, dizemos que houve um desvio.

Então Jovem, hoje o Senhor quer te mostrar que os desvios não se dão de uma hora para outra, mas que eles são marcados por etapas, que podem acontecer de formas mais ou menos próximas umas das outras, mas que sempre irão conduzir para caminhos distantes de Deus.

Que você esteja atento consigo mesmo e com seus irmãos da fé, de forma que ao primeiro sinal de algo estar “dando ruim”, que você possa pedir ajuda ou oferecer ajuda. Nunca esqueça de que quem confessa a tentação, dificilmente terá que confessar o pecado, portanto, mudando só um pouquinho o texto, mas sem alterar o significado do que está em 1Coríntios 10.12, aquele que julga estar no caminho, vigie para que não se desvie dele.

É noix no Pai dicunforça!

Roberto Baence
Carioca estabelecido em Sampa
Esposo de Flávia Mendes
Pai de Arthur Baence
Pai de Benicio Baence
Líder de Jovens

quarta-feira, 24 de março de 2021

A Graça Sem Compromisso Perde a Graça

Olá JDJ, como estão as coisas? Bem sei que não está fácil para ninguém, mas sigamos crendo que o nosso Deus é bom e que o céu não está em crise. Amém? A nós compete “não entregarmos a rapadura”, jamais! Se estamos em guerra, lutemos com as armas que nos foram entregues pelo nosso Senhor.

Nesses dias tão complicados eu tenho pensado muito acerca da volta do Senhor. Sabe dos sinais que Jesus disse para que ficássemos atentos em Mateus 24? Então, a cada dia que passa eu fico com a sensação mais forte de que tudo está caminhando para o Dia do Senhor, de tão evidentes que esses sinais têm se tornado. Mas embora a coisa esteja mesmo se afunilando para aquele Dia, nós que cremos no Senhor não podemos pensar que o jogo está ganho, ou como fazem alguns jogadores de futebol, “calçarmos o salto alto” e começarmos a fazer as ditas firulas, achando que o adversário já não oferece perigo. Como eu postei no artigo A Espera Obediente (isto é um link), nem os anjos, nem mesmo o Senhor Jesus sabem quando isto irá acontecer, deste modo, aproveitando a ilustração do futebol, o “jogo só irá terminar quando o juiz apitar”, se é que me faço entender.

Olhando para a história, podemos perceber que na igreja primitiva, a doutrina da volta de Cristo, que todos consideravam iminente (leia 1Co 15.51 e 1Ts 4.15), servia de poderosa força para o bem. O trecho de 1João 3.2,3 nos mostra que a intenção era dar esperança, levando o homem a procurar progredir na santificação, purificando-se a si mesmo no seu ser. Mas por outro lado, quando eu leio as famosas epístolas pastorais que o ninja Paulão escreveu aos seus pupilos Timóteo e Tito, fico com a impressão de que a ideia da volta iminente do Senhor Jesus já havia se esfriado um pouco, tanto que Paulo fez questão de pô-la em discussão de maneira formal, para que isto continuasse exercendo influência positiva sobre as vidas dos crentes daquela época, e mais ainda sobre os crentes de hoje, depois de passados mais de dois mil anos. Pois eu penso que desde o dia em Ele subiu aos céus, como está em Atos 1.11, o tempo da Sua volta já começou a ser contado pelo Pai. Maranata!

Então, diante do que nós já entendemos até aqui, é muito importante que saibamos que o papel do “supervisor da igreja” é levar tudo isso em conta, para que essa expectativa seja vivida pelos crentes diariamente, para que a igreja perceba algo da glória do Senhor como resultado de um coração purificado de todo o pecado, mantendo o zelo pelas boas obras. Toda a ética cristã é essencialmente a mesma, para todas as classes da igreja, com observações particulares de comportamento de acordo com a posição de cada um, todavia, todos os crentes, de qualquer sexo, idade ou posição social, precisam ter uma esperança em comum, e, portanto, uma responsabilidade moral comum, com os olhos sempre atentos ao texto de Hb 12.14,15, especialmente no que diz respeito a esforçarmo-nos para sermos santos, e que tenhamos cuidado para que ninguém seja excluído da graça de Deus.

Mas como assim excluídos da graça de Deus? Agora eu buguei, você diria, né?

É importante que saibamos que a graça de Deus é dada, ou disponibilizada a todos, indistintamente, trazendo-nos o mais elevado benefício possível, a “salvação”, mas isso traz em sua companhia muitas elevadas responsabilidades no tocante à vida presente; e o bom pastor está na obrigação de informar seu rebanho a esse respeito. O fato de sabermos que existe uma gloriosa recompensa para nós, também nos obriga a sabermos que ela será mediada por Jesus Cristo, quando da sua vinda, pelo que também nenhum trabalho ou sacrifício pessoal podem ser considerados por demais exigentes ou pesados. Precisamos deixar de ter uma visão curta, focada apenas no presente, e passarmos a acrescentar a “dimensão da eternidade” à vida terrena, pois como temos um espírito, não deveríamos supor que a vida consiste apenas no corpo, para que assim, não vivamos em meio aos prazeres da carne, tipo, “deixa a vida me levar”. Manja?

Temos um compromisso com a graça que Deus nos disponibilizou por intermédio do martírio de Jesus, mas antes que alguém pense que eu esteja tentando vincular uma espécie de “merecimento” à graça, eu bem sei que ela nos foi dada de graça, todavia, jamais podemos pensar que ela não teve um preço, mas consideremos que esse preço foi muito alto, isto é, a vida daquEle que não tinha pecado em troca das vidas de todos os pecadores que o confessarem, logo, não é para todo mundo (isto também é um link). Por isto a necessidade de um compromisso da parte que quem a recebe [graça], pois receber um presente caro de alguém e não cuidar dele, é no mínimo, ingratidão, né?

E como eu demonstro o compromisso necessário com o presente chamado graça, Roberto? Você me perguntaria e eu te responderia...

Tendo uma vida santificada como Paulo instruiu em Tito 2, com a expectativa de que assim nós veremos a Deus. Certamente as pressões serão grandes, certamente teremos dias maus, certamente erraremos no caminho, mas se nós voltarmos os olhos para aquEle que nos deu o presente, Ele mesmo se encarregará de nos ensinar a lidar com o que nos deu. Os cristãos devem viver vidas santificadas porque a graça de Deus, que nos salva, também nos instrui a viver de um jeito novo. Não podemos dizer que recebemos a graça salvadora de Deus se não estivermos exercitando um estilo de vida que a graça possibilitou, caso contrário, seríamos como aquela criança que ganhou uma bola de futebol novinha, mas a pôs na cristaleira e jamais ousou a “brincar” com ela.

Ter a graça, mas não usufruir dos benefícios da graça, torna tudo sem graça, pois se o Senhor veio para que eu tenha uma vida plena (Jo 10.10), então eu preciso viver isto na plenitude do significado.

Pense nisso tudo aí JDJ, e depois, se quiser, deixe o seu comentário para eu saber como este artigo caiu na “boa terra” do teu coração.

É noix no Pai!

Roberto Baence
Carioca estabelecido em Sampa
Esposo de Flávia Mendes
Pai de Arthur Baence
Pai de Benicio Baence
Líder de Jovens

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Ei, Nós Já Temos a Cura!

Fala aí JDJ, firme na pegada? Sei que a coisa não anda nada fácil, mas eu glorifico a Deus todos os dias, pois estou bem certo que o nosso Senhor Jesus nunca nos enganou. Verdade! Ele disse que no mundo nós teremos aflições, e de igual forma Ele nunca nos prometeu tranquilidade, mas prometeu PAZ, a Sua PAZ, não a que o mundo pensa que tem, mas a PAZ que vem de Deus. Nisto nós podemos ter a convicção de que quem tinha a “paz” do mundo está entrando em desespero, pois está vendo literalmente tudo sair do seu controle, tudo o que estava aparentemente “arrumadinho”, já não está mais da mesma forma, saiu da mão, zoou tudo brother.

Aí eu me peguei pensando sobre o que eu faria se fosse o cientista que descobrisse a cura definitiva para o Covid-19 (...). Consegue se imaginar numa cena dessa? De repente o cara se vê como a pessoa que tem a cura para mal que aflige o mundo todo, que loko hein?  A economia mundial simplesmente parou, as pessoas já não podem mais circular livremente, os parentes e os amigos só se encontram de maneira virtual e nos hospitais, milhares de pessoas lutam desesperadamente pela vida, puxando, literalmente cada fôlego como se fosse o último. Então alguém olha para as suas mãos com um pequeno frasco que contém o antídoto para tudo isto (...) e o que ele faz?

(i) Será que a tal pessoa pediria uma coletiva de imprensa para gritar de forma muito audível, tipo “seus problemas acabaram”? (ii) Ou será que ela manteria segredo e tentaria negociar com os laboratórios farmacêuticos para tentar conseguir a maior fortuna que fosse possível em troca de tão preciosa descoberta?

A verdade é que se trata de uma questão ética, em que nos colocando na condição de quem seria beneficiado com tamanha descoberta, nós certamente iríamos querer que o anúncio da cura fosse feito imediatamente e que o tal antídoto fosse disponibilizado o quanto antes. Mas (...), em estando do outro lado da mesa, talvez a nossa posição se alterasse drasticamente. Sim ou não?

Sim, sim [estou te ouvindo], eu sei que você é um JovemDJesus e que por isto pensa no próximo, e que certamente iria querer ver o mal do mundo resolvido o quanto antes, e que por isto mesmo, teria a bela atitude da primeira hipótese. Que você faria questão de dizer que encontrou a cura e que esta cura seria disponibilizada de graça, pois afinal de contas, se trata da salvação do mundo. Estou certo em pensar assim sobre você?

Mas se eu te disser que você já tem esta cura disponível agora mesmo?  Ei, você ainda está aí, ou já correu para anuncia-la?

Bem, já que parece que você ainda está aí, vamos ler juntos o seguinte texto:

Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido. Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados. (Isaías 53.4,5)

Ôpa! Você leu o que eu li?

A Bíblia diz que Ele [Jesus] tomou sobre si as nossas enfermidades e doenças, e que tudo foi posto sobre Ele, de modo que tamanho castigo posto sobre Ele nos garante saúde, nos garante a paz. Isto não é maravilhoso? E a mesma Bíblia também nos diz em Efésios 2.4,5 que Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões e que pela graça nós somos salvos.

Realizou isto?

Aquela mesma vontade de anunciar que a cura para o mal do mundo existe, e que todos têm acesso à essa cura simplesmente de graça já pode ser posta em prática! Isto mesmo, eu e você já podemos dizer para todo mundo que a cura existe.

Mas por que a gente ainda não está fazendo isto?

Por que será que com as muitas igrejas, mesmo funcionando de forma ainda restrita, ou por um meio de muito maior abrangência que é a internet, as pessoas não têm sido alcançadas por esta maravilhosa boa nova? Será que a mensagem não está sendo dada como deveria? Será aqueles conhecem a cura, não estariam agindo de acordo com a segunda hipótese eu que propus no início deste texto, e então estariam “mercadejando” esta informação?

Eu verdadeiramente não tenho a resposta!

Mas JovemDJesus, não sei quanto a você, mas eu estou certo de que a instrução que o nosso Ninjão (ap. Paulo) deu ao seu pupilo Timóteo vale para nós ainda hoje, vejamos:

Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente: Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério. (2 Timóteo 4:1-5)

Assim sendo, eu te encorajo a tomar posse desta poderosa instrução e decidir no seu coração que a partir deste momento você irá se tornar num distribuidor da cura para os males da humanidade, que você irá dizer que Jesus já levou sobre Si todas as enfermidades, por isto, tomando posse pela fé, cada um tem o direito de acessar tamanha cura, basta querer com liberdade, confessar com a boca e crer no coração.

Agora vá lá, como um verdadeiro soldado do Senhor, e diga para o mundo que nós já temos a cura. Faça a sua parte e não espere pelos outros.

É noix no Pai!

Roberto Baence
Carioca estabelecido em Sampa
Esposo de Flávia Mendes
Pai de Arthur Baence
Pai de Benicio Baence
Líder de Jovens

 

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Para Que Tomar Um Atalho?


E aí JovemDJesus! Firmes, constantes e sempre abundantes no Senhor? Eu tenho aprendido a confessar essas palavras ditas pelo apóstolo Paulo em 1Co 5.58 através do exemplo meu Pastor, que sempre repete esta instrução quando é cumprimentado por algum irmão na nossa igreja.

Neste tempo de pandemia, onde todos nós fomos arrancados das nossas rotinas, temos tido condição de avaliar o quanto a nossa vida é boa, pois por piores que fossem as questões que eram enfrentados diariamente, nós temos sentido falta delas agora. Sim ou não? Bem, pelo menos eu penso que entre ficar “preso” em casa ou encarar a vida lá fora, a segunda opção me parece ser muito melhor (risos).

Mas aproveitando este ganchinho da situação que nos foi imposta pela pandemia do Covid-19, eu me peguei meditando sobre os processos de Deus nas nossas vidas, esses mesmos que todos nós precisamos nos submeter, mas sempre queremos dar um jeito de minimizar os impactos, ou indo no popular, tomar um atalho. Sim, pois se houver uma forma de cortar o caminho “eu já quero”, não é assim mesmo? Afinal de contas, para que andar todo o percurso se eu posso chegar ao final de uma forma mais rápida, e melhor ainda, como menos esforço.

Hum, como menos esforço (...)! Esta é uma tendência que tem roubado os cristãos de obterem o melhor de Deus, pois vivemos outra pandemia que sem ser notada, está derrotando o homem, que em muitos casos tenta se valer da “lei do menor esforço” para conseguir o que der para ser conseguido desta maneira. Contudo, é muito, mas muito importante mesmo, que a gente saiba que quando se trata do reino dos céus as coisas são bem diferentes, pois Jesus mesmo disse que o reino dos céus é conquistado por esforço e só os que se esforçam se apoderam dele (Mt 11.12 ARA).

E se eu te disser que Jesus passou pela mesma prova? Se eu te convidar a avaliar a situação do nosso Mestre no deserto, quando foi levado pelo Espírito Santo para ser tentado pelo inimigo? Explico já, após te apresentar a seguinte passagem:

O diabo o levou a um lugar alto e mostrou-lhe num relance todos os reinos do mundo. E lhe disse: "Eu lhe darei toda a autoridade sobre eles e todo o seu esplendor, porque me foram dados e posso dá-los a quem eu quiser. Então, se você me adorar, tudo será seu". Jesus respondeu: "Está escrito: ‘Adore o Senhor, o seu Deus e só a ele preste culto’". (Lc 4:5-8)
Depois de ter sido batizado por João, Jesus estava cheio do Espírito Santo e foi levado por Ele (Espírito) para Se encontrar com o diabo no deserto. E lendo a minha Bíblia eu entendi que este papel do Espírito Santo não foi mau, mas pelo contrário, foi muito importante por três motivos:
1° – Mostrar que o embate de Jesus nesta terra foi ordenado por Deus para ser travado com o diabo, não com os homens (Ef 6.12). Por isto mesmo Jesus pediu ao Pai que perdoasse os homens quando Ele estava pendurado no madeiro.
2° – Mostrar que toda orientação de procedimento e demonstração de poder feita por Jesus a partir do momento em que Ele foi batizado, seria realizada sob a direção do Espírito Santo (Lc 4.14).
3° – O envolvimento do Espírito Santo na vida de Jesus ressalta a genuína humanidade dEle. Estar cheio do Espírito (Ef 5.18) e ser dirigido por Ele (Gl 5.18) são aspectos fundamentais para a vida cristã.
E ali no deserto nós sabemos que o propósito era que Jesus fosse tentado, mas a palavra grega traduzida como “tentado” vem de “peirazo”, que também costuma ser vertida como “testado”. Então o nosso Senhor tinha que passar por testes para saber se Ele ficaria firme, se seria aprovado para comprovar que suportaria tudo como homem comum, e além disto, dizer para mim e para você que nenhuma prova nesta vida é Dose Para Leão (isto é um link), como já foi tratado aqui mesmo neste Blog. Não nos virá qualquer tentação que não seja para humano enfrentar, e melhor ainda, o mesmo Espírito Santo que estava com Jesus nos mostrará a saída (1Co 10.13).
Quando o inimigo tentou Jesus no aspecto de reinar sobre o mundo, em outras palavras estava propondo que o Mestre tomasse um atalho. Pois sendo o Messias, Jesus irá reinar sobre todos os reinos do mundo no final dos tempos. O diabo tentou seduzir Jesus a “cortar o caminho” para obter essa autoridade universal. Apesar de chamado de “o príncipe deste mundo” (Jo 12.31), a alegação de Satanás de que o reino do mundo lhe foi entregue [...] “e o dou a quem eu quero” não é verdade. O diabo é um usurpador do domínio de Deus. Não é de se surpreender que ele não diga a verdade aqui, pois é “mentiroso e pai da mentira” (Jo 8.44). Jesus citou Dt 6.13 a fim de deixar claro que somente Deus é digno de culto e adoração, ponto que relembra o primeiro mandamento do decálogo de Moisés (Êx 20.3), assim o Senhor, conhecendo o fim desde o princípio, sabia que o domínio já está destinado para Ele, senão vejamos:

O sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve altas vozes no céu que diziam: "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre". (Ap 11:15)

Mas por que será que a gente não consegue tomar e usar o exemplo de Jesus nas nossas vidas, tão terrenas quanto a dEle no episódio da tentação que Lhe foi posta?

O fato é que esta geração está muito mal-acostumada com respostas instantâneas à um toque da tela. Está adaptada à pipoca feita no micro-ondas ou com o macarrão rápido, tudo feito em apenas três minutinhos. Os restaurantes tipo fast food bombam, pois estimulam e alimentam o nosso desejo pelas coisas feitas de forma rápida e com pouco esforço. Mas até que ponto isto é saudável para nós? Até onde a velocidade deve se sobrepor aos processos naturais? Voltando a olhar com carinho para a passagem posta como destaque no início deste texto, vemos que Jesus rejeitou antecipar aquilo que Ele sabia que será seu lá no final da linha.

Não tem jeito JDJ, nesta vida existem caminhos e experiências que para sermos aprovados no teste, nós teremos que passar, portanto, nesses casos, os atalhos serão sempre uma perda de tempo, pois eles só nos farão ser reprovados por Deus, então cairemos na famigerada “segunda época”. Por isto eu te encorajo a passar pelos processos sem tomar atalhos e sem queimar etapas. Se você puder se empenhar para que determinados processos sejam abreviados, tudo bem, mas saiba que até nisto haverá um preço a ser pago, seja de tempo, seja de esforço físico, seja financeiro ou de algo que o valha, mas o caminho a ser percorrido será sempre o mesmo.
Por que querer colocar o carro na frente dos bois?
Por que querer agora, quilo que Deus já disse que será seu lá na frente?
Por que já querer ser um chefe, antes de ser um bom subordinado?
Por que decidir morar junto, antes de se casar?
Por que praticar o sexo antes do casamento, se a partir daquele lindo dia você poderá usufruir de todo prazer que é proporcionado por ele, e melhor, sem nenhuma culpa, peso ou acusação?
Por que usar anabolizantes para acelerar processos que precisam de tempo para se consolidarem de forma segura?
Por que forçar uma barra para ser agora, aquilo que Deus planejou para você ser após um tempo de “peirazo” na sua vida?
Então, diante de tudo o que meditamos hoje, podemos concluir que por mais que não gostemos disto, Deus tem um tempo e um modo para realizar todas as coisas nesta vida, e tentar abreviar isto normalmente “dá ruim”.  A gente pode usar alguns exemplos da própria Bíblia, como o de Abraão e sua mulher Sara, que ao tentarem cortar caminho e abreviarem a promessa de Deus, geraram Ismael, o conhecido filho da pressa. E só depois que se submeteram ao tempo e o modo de Deus puderam gerar Isaque, o filho da promessa.  Mas aí as consequências da forcinha que tentaram dar ao Senhor já não poderiam ser apagadas, nem das vidas deles e nem das nossas, até hoje.
Pense nisto, fique firme, não tome atalhos de forma impensada, pois como dizem os professores de academia: “sem dor, sem ganho”. E creia que quando se trata de Deus, você não precisa entender o processo, basta confiar no propósito.

É noix no Pai!
Roberto Baence
Carioca estabelecido em Sampa
Esposo de Flávia Mendes
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Líder de Jovens

sexta-feira, 27 de março de 2020

O Ativismo Que Dificulta a Visão


Fala aê JDJ, de boa? Como você está encarando esses dias de cultos online da sua igreja? Quem sabe este tempo esteja servindo para que o povo de Deus ocupe os espaços virtuais com muito mais força do que estava fazendo até aqui, não é? Como eu tenho visto pessoas que jamais pensaram em realizar reuniões de forma virtual, agora tendo que correr para se familiarizarem com esse “bicho”. E as lives então? Agora há uma enxurrada delas, o que é bom, pois isto aumenta o alcance da Palavra de Deus, embora precisemos “consumir” tais conteúdos com alguma parcimônia, se é que me faço entender.

Nesses dias de confinamento forçado, mas forçado mesmo (pense), eu me peguei meditando no capítulo 6 do Evangelho segundo Marcos e observei que se trata de um dos capítulos que mais relatam as curas realizadas por Jesus. E notei isto desde a situação em que Ele “só” pôde realizar alguns poucos milagres de cura em virtude da desonra que os seus conterrâneos demonstraram nos versículos de 3 até 6, ao tratarem o Mestre com desdém em virtude dEle ser um "simples" carpinteiro. E depois indo até a chegada à terra de Genesaré, com o registro de que muitos enfermos foram levados para serem curados ao tocarem ao menos na orla das vestes de Jesus, versos 53 a 56.

Mas em meio ao texto lido no capítulo todo, um versículo me chamou muito a atenção, vejamos:

Havia muita gente indo e vindo, a ponto de eles não terem tempo para comer. Jesus lhes disse: "Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco". (Marcos 6:31)

Jesus teve este discernimento ao ver que os Seus discípulos estavam acelerados demais diante de tudo o que estavam vendo e fazendo, pois em meio a tantos acontecimentos eles não tinham tempo nem para se alimentar. Mais à frente, no verso 52, o texto diz que eles mesmos não puderam considerar o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes que viram e participaram, pois estavam com o coração endurecido depois de ficarem fatigados de tanto remar contra o vento no verso 48.

Então eu comecei a meditar sobre quantas vezes, em meio a uma obra feita para Deus e em prol da multiplicação do Evangelho, nós nos envolvemos de tal forma que nos tornamos ativistas, ao invés de cooperadores de Deus. Assim a gente se encontra tão no automático, tão adrenalizados e excitados com tudo o que fazemos e até vemos, que não conseguimos enxergar o que está acontecendo de fato.

É a hora em que uma pessoa está fora da visão do todo e a gente não percebe. A hora em que alguém não está no mesmo espírito e a gente não percebe, ou ainda, a hora em que Deus está falando e fazendo coisas maravilhosas e a gente também não se dá conta.

E então, sabe o que acontece com a gente em meio a tudo isto?

A fome e a fadiga endurecem o nosso coração e a gente não consegue ver o que houve após tão grande esforço. A gente pensa que “fez tanta coisa” e os resultados foram frustrantes, pois simplesmente não tivemos condições de observar o lindo agir de Deus. Sabe aquela sensação que fica ao pensarmos que Deus poderia ter feito mais?

Diante desta exposição, eu aprendo algumas preciosidades na leitura deste capítulo:

1 – Não poderemos alimentar ninguém, se não estivermos alimentados primeiro.

Jesus chamou os seus discípulos ao ver que eles não estavam parando, ser quer, para comerem. Mas é muito interessante vermos que logo depois disto eles se depararam com a situação em que tiveram que alimentar uma multidão, vide verso 37. Louco né?

Quantas vezes a gente se pega no meio de uma empolgação e quer falar de Jesus para outras pessoas. Quer dar O alimento vivo para elas, mas simplesmente não consegue ter bom êxito pelo fato de nos faltar este mesmo alimento?

Como eu posso dar o que não tenho nem para mim, não é mesmo?

2 - O cansaço endurece os nossos corações.

Eu não sei quanto a você, mas quando eu estou cansado as minhas capacidades de tolerância e de percepção ficam muito comprometidas. Então eu já não consigo ter o foco necessário para e entender a necessidade dos outros e muito menos para discernir o que Deus está falando ou fazendo naquele exato momento.

Jesus realizou um dos Seus mais sensacionais feitos diante dos olhos daqueles homens e eles estavam completamente envolvidos com aquilo tudo, mas não conseguiram considerar tamanho milagre, pois seus corações estavam endurecidos. E sabe o que “corações endurecidos” quer nos comunicar? Insensibilidade espiritual! Sim, a do mesmo que tipo que acometia os fariseus da sinagoga de Cafarnaum (Mc 3.5).

Há um enorme perigo em termos os corações endurecidos, pois aí, da mesma forma como faziam os fariseus, a gente começa a ficar crítico demais, a questionar demais e a querer saber se há merecimento em tudo o que vemos Jesus realizar perto de nós, ou até para nós.

Então JDJ, que este momento de meditação nos sirva para uma espécie de autoexame, para que nós possamos passar a luz de Cristo sobre as nossas próprias vidas, antes de querer fazê-lo na vida dos outros.

Provérbios 10.22 nos ensina que a bênção do Senhor enriquece, e, com ela, Ele não traz desgosto, portanto, se algo na obra de Deus está se tornando pesado demais, duro demais ou desgostoso demais, certamente é chegada a hora de você ouvir Jesus te dizendo: “vinde aqui à parte e descansai um tempo”.

Veja que eu não estou te dizendo para tirar a mão do arado e desistir da obra de Deus, mas eu simplesmente quero te dizer que o ativismo age na mesma pegada da paixão, que nos cansa e nos tira a visão, o que nos torna insensíveis ao mover de Deus.

Que nesta hora você possa ouvir o Senhor falando assim também: “vinde a mim, você que  está cansado e sobrecarregado, e eu te aliviarei”... numa adaptação do texto de Mateus 11.28, só para você.

Jamais se esqueça que o Senhor nos chama a fluir na Sua obra e no seu poder, não para apenas funcionar como um relógio. O fluir do Espírito Santo em nós transforma o caos em beleza, trevas em luz, confusão em paz, derrota em vitória e morte em vida.

Ouça o Senhor te falando ainda: “não por força [do teu braço] nem por violência [das tuas ações], mas pelo meu Espírito [que está em ti]”.
 
É noix no Pai!
Roberto Baence
Carioca estabelecido em Sampa
Esposo de Flávia Mendes
Pai de Arthur Baence
Pai de Benicio Baence
Líder de Jovens