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Meu Versículo Padrão

Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar BAP, a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:2)
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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Somos Todos Barrabás

Então Pilatos soltou-lhes Barrabás, mandou açoitar Jesus e o entregou para ser crucificado. (Mateus 27.26)

JovensDJesus, se você tem o costume de ler a Bíblia, que não apenas contém, mas é a Palavra de Deus falando com a gente, já deve ter percebido como ela está repleta de passagens que embora não estejam identificadas de forma clara para quem lê num primeiro momento, são profecias tremendas acerca do plano de Deus para nós, vai vendo...

Para nos dar uma situada, o texto em destaque se refere a Barrabás, um homem cujo nome, segundo a enciclopédia livre Wikpédia tem o significado em aramaico de “Filho do Pai”, e que era integrante de um partido judeu que lutava contra a dominação romana denominado zelote, uma espécie de resistência contra o governo. Seu grupo agia através de ataques às legiões como meio de fustigar as forças invasoras dominantes. E ele foi preso após um ataque a um grupo de soldados romanos na cidade, quando um soldado foi morto e ele, junto com o seu grupo, foi acusado deste crime, portanto, pelas leis romanas, ele estava condenado à morte. O Evangelho segundo Mateus se refere a Barrabás como prisioneiro muito conhecido. João Marcos escreveu que Barrabás estava na prisão junto com os rebeldes que haviam cometido um assassinato durante uma rebelião. O Dr. Lucas relatou que ele havia sido lançado na prisão por causa de uma insurreição na cidade e por assassinato. Finalmente João informou que Barrabás era um bandido.

Ora, um homem que tinha o seu destino traçado e que num instante estava numa cela, em uma espécie de corredor da morte, talvez fazendo algo que lhe ajudasse a passar o tempo, quem sabe até escrevendo coisas nas paredes sujas daquele lugar e que, num momento seguinte, estava posto do lado de fora, apertando os olhos, fosse por causa da luz do sol que ele não devia ver fazia algum tempo, ou por não acreditar no que estava acontecendo.

Só realiza a cena aí:
Um soldado se aproxima da cela, abre a porta e diz: - Você está livre!
Então Barrabás, um tanto descrente no que acabara de ouvir, pergunta: - O quê?!
Então vem a informação final: - É, você está livre! Levaram o Nazareno no seu lugar.

Se avaliarmos de forma comparativa, Barrabás, de certa forma, nos representa, pois ele foi um prisioneiro libertado porque alguém que ele talvez nunca tivesse visto mais gordo na vida, tomou o seu lugar naquele corredor de agonia e recebeu a sentença de morte por ele, embora não merecesse isto.

Você entende assim? Foi exatamente como o Profeta Isaías já havia predito quando disse que o castigo que nos trouxe paz estava sobre Ele (Isaías 53.5). Barrabás teve toda a sua culpa trocada com alguém que era inocente, pois também está escrito:

Pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os seus passos. "Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca". Quando insultado, não revidava; quando sofria, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga com justiça. Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados. (1 Pedro 2.21-24)

Quem saiba eu ainda possa ler um “aleluias” nos comentários, lá no final do texto!

Mas voltando mais um pouquinho para Barrabás, podemos considerar que ele foi mais esperto do que muitos de nós, em um único aspecto, senão vejamos:

Até onde sabemos, ele recebeu sua liberdade repentina como aquilo que ela [a liberdade] era, isto é, um presente imerecido, algo oque ele jamais poderia esperar. Alguém lhe jogou uma espécie boia salva-vidas, e ele simplesmente a agarrou. Sob este aspecto, Barrabás teve uma atitude muito diferente da maioria de nós, pois qual é o nosso costume ao receber um presente? Não é tentar merecê-lo e/ou diagnosticá-lo, em vez de dizermos simplesmente: “muito obrigado”; e aceitá-lo?

Jovens, por mais irônico que possa parecer, uma das coisas mais difíceis da gente aceitar é ser salvo pela graça, pois existe algo dentro de nós que reage à dádiva gratuita de Deus, por isto a gente tem a estranha mania de tentar criar regras, leis e sistemas que tentem nos tornar “dignos” do presente que o Pai nos deu através de Jesus Cristo, mas eu posso te garantir que não há nada que possamos fazer para pagar tamanho favor. Nada!

E ainda quanto a esta afirmativa, qual seria a nossa dificuldade em crer num versículo igual a este?

Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus (Efésios 2.8)

A nossa condição para recebermos esta salvação segundo o Apóstolo Paulo é apenas termos FÉ, nada mais do que isto, pois não há merecimento algum no recebimento deste presente, pois ele é um “dom”, que segundo o dicionário Michaelis significa: i. dádiva, presente; ii. dote natural; talento, prenda, aptidão, faculdade, capacidade, habilidade especial para; iii. bem que se goza, considerado como uma concessão da Providência; e iv. teologia: Bem espiritual proporcionado por Deus; graça, mercê.

Portanto, podemos ler que nós somos salvos de presente da parte de Deus, se tão somente crermos por meio da fé. Mas por que a gente não recebe o presente e pronto?

Talvez o ser humano tenha desenvolvido um orgulho, pois aceitar a graça significa também concordar que nós precisamos dela urgentemente, mas a maioria de nós não gosta de fazer isto. Aceitar a graça implica ainda em aceitar a nossa situação desesperadora, mas a maioria das pessoas não está muito propensa a aceitar isto. Talvez ao olharmos para dentro de nós mesmos, tenhamos que reconhecer que estamos cheios de mazelas que certamente nos colocariam no corredor da morte, assim como estava o tal do Barrabás. Para isto teremos ainda que reconhecer que sem Jesus nós estávamos mortos nas nossas transgressões, o que nos fazia caminhar a passos largos para a morte, em todos os sentidos.

Barrabás era esperto e estava ligado.  Agarrado ali e já sem esperanças no corredor da morte, eu acho que ele nem resistiria à execução de sua pena. Talvez ele nem tenha entendido a misericórdia e certamente ele também não a merecia, mas diferente de muitos de nós, ele não estava disposto a recusá-la. Ele viu a boia sendo atirada n’água e se agarrou a ela, não pestanejou por um segundo se quer, pois tinha consciência que aquele era o único caminho possível, e jamais poderia haver outra chance igual aquela para ele.

Se compararmos, hoje a nossa situação não é muito diferente da de Barrabás, pois sem Jesus, nós também somos prisioneiros sem chance de apelação, contudo, sabemos que Ele se deu por nós, por isto mesmo, baseado nesta informação, eu nos pergunto:

Por que muitos têm permanecido em cadeias, mesmo quando a porta da cela está destrancada? Por que a gente não aceita a libertação, assim como fez aquele homem, que embora soubesse da sua condição de culpa, nem pensou que talvez pudesse ser uma brincadeira dos soldados? Mas ele simplesmente voou para sua liberdade!

O Espírito Santo quer te dizer que a porta da cadeia já foi destrancada, mas é você que precisa andar para fora! Mas (...) por que você ainda está aí dentro?

O que tem te aprisionado e servido para o inimigo soprar nos teus ouvidos, dizendo para você ficar aí mesmo, que este é seu lugar, que não adianta esse papo de Jesus na sua vida?

- São pecados de estimação que teimam em te laçar e te mostrar a morte, ao invés da vida? Leia Romanos 6.23!
- É a falta de domínio próprio, que faz uma pessoa refém pelas emoções? Leia Gálatas 5.22!
- Você é prisioneiro da sua própria língua, que teima em não querer se submeter à direção do Espírito Santo? Leia Tiago 3!
- A situação financeira tem feito de você um verdadeiro hamster, que corre preso na ciranda da vida, mas que sempre volta ao mesmo lugar de necessidade? Leia Mateus 6.21!
- Seriam os traumas e eventuais palavras malditas que você recebeu ao longo da sua vida? Leia Filipenses 4.7!
- Haveria alguma raiz de incredulidade, rebeldia ou orgulho gerando cadeias ao seu redor? Leia Mateus 11.29!

Entenda que quem busca a Deus tem que estar preparado para tomar decisões radicais baseadas na Palavra de Deus, as quais algumas vezes não irão agradar, nem a nós e nem aos outros. Mas note que Deus não quebra princípios, pois a quebra de princípios conduz à morte. Leia Gálatas 1.10!

Comece a avaliar as características de quem está prisioneiro e veja se por acaso você identifica alguma delas na tua vida, para que após ler este artigo você seja completamente livre e todo este peso seja definitivamente pregado na cruz. Quem está preso perde o direito de ir e vir; perde autoridade sobre o seu próprio corpo e suas emoções; perde os vínculos familiares e de relacionamento como um todo; perde a alegria pelas coisas simples da vida; e perde a vontade de viver.

Antes que o inimigo te sopre mentiras nos ouvidos, eu não estou querendo que você se espelhe num mau exemplo como Barrabás, contudo, quero te convidar a avaliar que se aquele homem, criminoso e condenado como era, foi liberto em virtude da morte de Jesus, nosso Salvador, não há nada que possa te manter aprisionado hoje, seja por qualquer motivo. Nós já somos livres em Jesus, basta crermos, pois Ele mesmo disse: “E conhecerão a verdade e a verdade os libertará” (João 8.32).

Seja definitivamente livre, seja definitivamente salvo, pois Ele se deixou prender, se deixou crucificar e se permitiu morrer no meu e no em seu lugar!

Aquela cruz não tinha sido construída para Jesus, mas ela também não era só de Barrabás, ela era minha e sua, mas o Senhor Jesus ocupou o nosso lugar ali naquele madeiro, aleluias.

Creia nisto e aceite o dom dado de graça por Jesus, seja livre, seja salvo.

Noix no Pai!
Roberto Baence
Carioca estabelecido em Sampa
Esposo de Flávia Mendes
Pai de Arthur Baence
Pai de Benicio Baence

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Por Que os Jovens se Desviam da Fé?

Amados Jovens de Jesus, nesses dias o Espírito Santo tem me feito meditar sobre o que levaria uma pessoa jovem, assim como qualquer uma das de questão lendo este artigo aqui, a se desviarem da fé. E percebam que quando eu falo “desviar da fé”, significa dizer que em algum momento da vida essa mesma pessoa que se desviou confessou a Jesus como o seu Senhor e Salvador. Ela certamente se batizou ao longo da sua jornada com Jesus e quem sabe até se envolveu em algum ministério na igreja, como cantar, dançar, tocar, servir, etc. Eu me refiro mesmo àqueles jovens que começam muito bem com o Senhor, quem sabe até ainda na idade infantil, mas com o passar do tempo entram na adolescência, mas não avançam muito na idade adulta caminhando com Jesus. Triste realidade, não é?

Parece existir mesmo uma espécie de peneira muito severa, de trama muito fina, que vai retendo os jovens quando eles terminam o ensino médio. Alguns passam por esta peneira e até ingressam na faculdade, mas acabam ficando pelo caminho no quesito fé, enquanto outros seguem para caírem logo a frente e alguns poucos permanecendo firmes.

Eu li num site [não me lembro em qual] que uma pesquisa feita nos Estados Unidos pelo Grupo Barna, uma importante organização de pesquisa cujo foco principal é a relação entre a fé e cultura, constatou que lá nos EUA cerca de 75% dos jovens cristãos deixam a igreja após o ensino médio. Acho que o Brasil também está por aí neste índice, ou até um pouco pior. 

O estudo diz que uma das principais razões por que os jovens agem assim é o ceticismo intelectual (descrença baseada na razão). Este é um resultado que surge pelo fato da juventude não ser ensinada sobre a Bíblia em suas casas ou [pasmem] até nas igrejas. As estatísticas mostram que os jovens passam uma média de 30 horas por semana nas escolas em geral, onde estão recebendo ideias que são diretamente opostas às verdades bíblicas, tais como a evolução das espécies [homem veio do macaco], a aceitação de ideologias distorcidas, que Deus estaria morto, etc. Em seguida esses jovens voltam para casa para ficarem outras 30 horas por semana na frente de uma TV sendo bombardeados por comerciais e programas lascivos e obscenos, ou em "conexão" com os amigos no Facebook, ficando online por horas e horas (isto é um link) conversando uns com os outros, ou jogando mesmo.

Por outro lado, o tempo gasto semanalmente na igreja em geral aprendendo sobre a Bíblia é cerca de 120 minutos [tempo médio de um culto]. Por isso não é de se admirar que os jovens saiam de casa sem uma fé cristã segura e convicta. Eles não apenas não estão sendo bem fundamentados na fé, mas também não estão sendo ensinados a, “de forma inteligente”, examinar os pontos de vista dos céticos que inevitavelmente desafiarão a sua fé e pior, acabarão por vencê-la... manja “água mole em pedra dura”?

A maioria desses estudantes não está preparada espiritualmente para entrar na faculdade, onde mais da metade de todos os professores de lá trata os cristãos com hostilidade e aproveitam cada oportunidade para minimizar, ou até mesmo afrontar a eles e sua fé. Não foi à toa que o filme “Deus Não Está Morto” foi gravado, pois se trata da pura verdade.

As pressões do mundo, somadas à falta de interesse e dedicação dos próprios jovens em prol de uma vida com Deus, torna muito difícil que ele consiga desenvolver uma fé convicta. Pois mesmo que ele passe a vida toda na igreja, se estiver vivendo com a mente dividida e sendo atraído aos apelos do mundo, o desvio será uma questão de tempo. Sei do que falo aqui!

Não podemos nos enganar, pois pensar que uma ida a um Culto de Jovens uma vez por semana, além de outras idas eventuais na semana à igreja, irão nos sustentar na fé, afinal de contas, ninguém vive com apenas uma ou duas refeições na semana, não é mesmo? Por isso nós precisamos desenvolver mesmo uma disciplina espiritual diária de vida com Deus [oração, jejum e leitura da Bíblia], caso contrário, a gente não resiste e adormece, como aconteceu neste texto aqui ó:

No primeiro dia da semana reunimo-nos para partir o pão, e Paulo falou ao povo. Pretendendo partir no dia seguinte, continuou falando até à meia-noite. Havia muitas candeias no piso superior onde estávamos reunidos. Um jovem chamado Êutico, que estava sentado numa janela, adormeceu profundamente durante o longo discurso de Paulo. Vencido pelo sono caiu do terceiro andar. Quando o levantaram, estava morto. Paulo desceu, inclinou-se sobre o rapaz e o abraçou, dizendo: "Não fiquem alarmados! Ele está vivo!" Então subiu novamente, partiu o pão e comeu. Depois, continuou a falar até o amanhecer e foi embora. Levaram vivo o jovem, o que muito os consolou. (Atos 20.7-12) 

Eu acredito que você já deva ter ouvido alguma pregação onde este episódio tenha sido retratado, e vou lhes confessar, não conheço duas figuras que possam ilustrar tão bem esta questão do abandono da fé, quanto os jovens Êutico e Demas.

Sobre Demas eu já postei um artigo chamado “Jamais Peça Para Sair” (isto é um link), onde usei o mote do filme Tropa de Elite para ilustrar como aquele “aspira”, que foi alistado no pelotão sob o comando o Ninja Paulão acabou desertando do seu posto de combatente. Aqui mesmo no Blog você pode encontrar o áudio dessa mensagem lá no link para o 4Shared, se quiser ouvir ao invés de ler.

Mas agora eu quero focar em Êutico, para que utilizando o exemplo daquele rapaz, nos fazer refletir um pouco sobre este tema, de forma que isto nos faça meditar também sobre as motivações que levam um jovem a se desviar da fé.

A passagem lida relata uma situação em que o povo havia se reunido para o partir do pão. Logo, uma ocasião especial, uma noite de Ceia do Senhor, quando os cristãos devem estar tremendamente animados e ainda mais fortalecidos da sua fé, afinal de contas, se trata da noite em que os crentes o fazem em memória de Jesus até que Ele volte para nos buscar como sua noiva (igreja). Naquela situação específica, quem estava pregando era nada mais nada menos do que apóstolo Paulo, homem cheio de Deus e tremendamente usado pelo Espírito Santo, tanto que ele escreveu praticamente a metade dos livros constantes no Novo Testamento da Bíblia (13 dos 27 livros no NT). Nós lemos ainda que naquele culto Paulo se empolgou e pregou um pouco mais do que o normal, indo até a meia-noite... [alguns já diriam: Ih, tá explicado!]

Pensa no coro comendo para todo lado? Deve ter sido “forte demais queridos”! Mas ali havia um jovem que não estava achando aquilo tudo tão interessante assim, tanto que nós lemos que ele adormeceu profundamente.

Realiza a cena aí... Uma noite de ceia, o Ninjão pregando, o azeite correndo, o fogo descendo e o jovem Êutico dormindo... E percebam que tem revelação quando a Palavra faz questão de mencionar que Êutico era jovem e ele que estava na janela, pois “sentado na janela” é aposição de quem está se importando muito mais com o que está acontecendo na parte de fora, do que com o que ocorre na parte de dentro. Sim ou não?

Lá dentro estava a igreja inflamada, o apóstolo pregando, o povo interagindo e Jesus se revelando. Mas lá fora estavam as luzes do mundo, os atrativos “daora”, as baladas ferventes, as paqueras, as poucas regras, os descolados e as facilidades apresentadas pelo diabo. Então Êutico acabara de se enquadrar com “crente girafa”, isto é, com o corpo dentro do cercado, mas com a cabeça lá fora.

- Um pouco crente sim, pois estava no culto, MAS um pouco mundano também, pois o seus olhos já haviam sido encantados.

- Um pouco crente sim, pois os seus pais deveriam estar lá junto com ele e por isso deveria ter um lar cristão, MAS quem sabe ele estivesse ido àquele lugar de maneira forçada, pois a sua vontade mesmo era a de estar lá fora, onde as luzes o atraiam e a rapaziada o aguardava para zuar muito, quem sabe até num sábado à noite.

Aí não teve jeito, foi só uma questão de tempo, pois “nique” a mensagem se alongou um pouco mais, o maluco roncou bonito, caiu da janela lá do terceiro andar e empacotou, morreu, babou.

Deste modo, até aqui nós já temos condições de cravar que o jovem normalmente não abandona a fé de uma hora para outra. Há um processo de esfriamento, um desviar de atenção [leia o artigo “Frozen Não” (isto é um link)], até que ele começa a se ligar muito mais nas coisas lá de fora do que nas de dentro da igreja. Então ele vai e senta na janela, adormece na fé, até chegar o dia que cai [pecado] e morre [primeiro a morte espiritual].

Queridos, não durmam na fé! Não durmam no desejo de conhecer Jesus mais e mais. Não durmam nos princípios de Deus. Não fique “todo se querendo” para o mundo, caso contrário, ele vai te pegar! Da mesma forma como o Espírito Santo pode te pegar por dentro, o mundo também pode fazer a mesma coisa, mas só se você deixar.

Isso vale para todos nós, sem a menor exceção, sejamos jovens a mais ou menos tempo. Se não conseguimos ser completos em Jesus, simplesmente não somos inteiros para a nossa fé, logo, em algum momento não suportaremos mais e cantaremos aquele “louvor” que diz: “Não dá mais pra segurar, explode coração”.

Quando alguém sai da igreja e se desvia da fé, é apenas a confirmação de que já estava desviado lá dentro há algum tempo, em virtude do flerte constante e contumaz com o mundo.

A palavra mundo [Kosmos do Grego], frequentemente se refere ao vasto sistema desta era, o qual é elaborado por ninguém menos do que o próprio Satanás. É um sistema que corre à parte de Deus e consiste não somente nos prazeres que são obviamente malignos, imorais e pecaminosos deste mundo, mas também se reflete ao espírito de rebelião que nele age contra Deus e gera uma resistência ou indiferença à Ele e à Sua revelação.

Que a nossa oração de hoje seja: 

Olha para mim e responde, Senhor, meu Deus. Ilumina os meus olhos, ou do contrário dormirei o sono da morte; os meus inimigos dirão: "Eu o venci", e os meus adversários festejarão o meu fracasso. (Salmos 13.3,4) 

Eu não quero dizer que quem está firme na igreja nunca peca, mas o cair aqui fala de se entregar dicunforça à prática do pecado, “como se não houvesse amanhã”, ou pior, como se Cristo nunca fosse voltar. O que é exatamente como a situação que foi vivida por Êutico ali, pois os irmãos ceavam em memória de Cristo, esperando pela Sua volta como Ele mesmo recomendou, MAS aquele carinha não estava nem aí para o acontecia lá dentro do templo, portanto, “santidade pra quê”? Ele deve ter pensado.

- Pra quê ser santo, se todo mundo tá se jogando dicunforça? - Pra quê ser santo, se o pessoal lá fora, em qualquer lugar, fica tirando um barato com a minha cara, só a toda hora?

Sabem da onde vêm essas questões?

Das profundezes do inferno, e sempre na primeira pessoa, para parecer que é você mesmo que as está fazendo. Tudo para te levar à queda da janela, assim mesmo como foi com Êutico.

Naturalmente aquela queda o levaria à morte, exatamente como aconteceu com Eva e Adão no Éden, isto é, a separação de Deus e a morte espiritual em primeiro lugar, tanto que o mesmo apóstolo Paulo disse aos romanos que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23). E Tiago disse que a amizade com o mundo é inimizade com Deus (Tg 4.4).

Existem ainda os que a gente nem acha que estão literalmente sentados na janela. Esses são os “desviados de perto”! Não estão nem com a sua mente longe, mas estão enfadados com a vida religiosa, com os compromissos da igreja, com os irmãozinhos que estão em pecado bem ali ao seu lado, com os que “vacilam pra dedéu” e ninguém faz nada... uffa... Estão doidos para buscarem “outras possibilidades”, mas ainda não tomaram coragem para fazê-lo – ainda...

Quando uma pessoa se torna um desviado da fé, o sair da igreja é apenas o apito final da partida com vantagem para o inferno, pois o diabo começou a trabalhar na mente dela desde o dia em que ela decidiu andar com Jesus, e a cada concordância com as ideias dele, era um gol contra os céus marcado no placar do coração.

É assim que acontece comigo e contigo, ninguém está livre da peneira da fé meus queridos. Nem os discípulos de Jesus estavam livres dela, tanto que Ele disse a Pedrão:

"Simão, Simão, Satanás pediu vocês para peneirá-los como trigo. Mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E quando você se converter, fortaleça os seus irmãos". (Lucas 22.31,32) 

Como eu também escrevi noutro artigo chamado “A Peneira da Fé” (isto é um link), o intuito do inimigo, desde o dia em que nós decidimos que somos de Jesus pela fé, é exatamente nos peneirar até nos separar desta mesma fé, pois ao abandonar a fé, a presa fica muito mais fácil para aquele que ruge ao nosso derredor o tempo todo como um leão, procurando a quem possa tragar (1Pe 5.8).

Enquanto tivermos fé nos nossos corações e ficarmos firmados nela, o inimigo não conseguirá nos vencer. Mas não adianta a gente apenas dizer que tem fé, a gente precisa demonstra-la através das ações diárias, até porque a fé sem obras é morta (Tg 2.26), e a fé morta não espanta o capeta (Tg 4.7). Mas a primeira demonstração de fé é ficarmos firmes, pois se engana redondamente quem pensa que vai conseguir se manter firme na fé longe da igreja. E depois de ficarmos firmes, temos que falar dessa mesma fé para os outros, praticando o IDE dicunforça.

Como nós lemos no final do texto que serve de base para este artigo, o jovem Êutico morreu ao cair da janela, mas foi ressuscitado e saiu vivo para voltar para casa. Pois felizmente ele ainda estava dentro da igreja, embora já distante dela no coração, mas ainda estava fisicamente lá dentro. Isto mostra para nós que mesmo que já estejamos mortos na fé, é possível sermos reavivados, ressuscitados, SE quisermos.

Se você procurar conhecer a Cristo com profundidade, você vai ter as respostas para tudo o que precisa e as suas dúvidas serão desfeitas. Mas infelizmente, você tem tido a maior disposição para assistir a dez temporadas de séries no Net Flix, mas não tem disposição para ler um capítulo da Bíblia por dia, logo, se trata de uma disputa muito desigual, onde você está pedindo dicunforça mesmo para se desviar da fé.

As coisas do mundo só servem para nos anestesiar e para adormecer a nossa fé, por isso, é imperativo que não venhamos a dormir nunca quando se trata da fé, tanto que a Palavra nos alerta em várias passagens como esta, por exemplo:

Por isso é que foi dito: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti”. Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito, falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor, dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. (Ef 5.14-20)

Que o Senhor nos abençoe e que todos nós nos mantenhamos vivos na fé, para podermos continuar a nossa jornada de propagação dela pelo mundo. Pois Jesus precisa e conta com cada um de nós para isso.

É Noix no Pai!

Roberto Baence
Carioca estabelecido em Sampa
Esposo de Flávia Mendes
Pai de Arthur Baence
Pai de Benicio Baence

terça-feira, 28 de novembro de 2017

O Deus do Presente



Ao chegar, Jesus verificou que Lázaro já estava no sepulcro havia quatro dias. Betânia distava cerca de três quilômetros de Jerusalém, e muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria para confortá-las pela perda do irmão. Quando Marta ouviu que Jesus estava chegando, foi encontrá-lo, mas Maria ficou em casa. Disse Marta a Jesus: "Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, Deus te dará tudo o que pedires". Disse-lhe Jesus: "O seu irmão vai ressuscitar". Marta respondeu: "Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição, no último dia". Disse-lhe Jesus: "Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?" Ela lhe respondeu: "Sim, Senhor, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo". E depois de dizer isso, foi para casa e, chamando à parte Maria, disse-lhe: "O Mestre está aqui e está chamando você". Ao ouvir isso, Maria levantou-se depressa e foi ao encontro dele. Jesus ainda não tinha entrado no povoado, mas estava no lugar onde Marta o encontrara. Quando notaram que ela se levantou depressa e saiu, os judeus, que a estavam confortando em casa, seguiram-na, supondo que ela ia ao sepulcro, para ali chorar. Chegando ao lugar onde Jesus estava e vendo-o, Maria prostrou-se aos seus pés e disse: "Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido". (João 11.17-32)

JovensDJesus, nós que já conhecemos um pouquinho da Bíblia, sabemos que esta passagem fala da ressurreição de Lázaro, amigo de Jesus, que foi protagonista, junto com o Mestre, de mais um dos tremendos milagres realizados durante a passagem dEle como homem por esta terra.

Mas hoje, numa reflexão muito rápida, eu queria nos propor a seguinte questão: Por que será que nós temos a má tendência de jogarmos Jesus para os tempos do passado ou do futuro, mas dificilmente crermos que Ele é o Deus do Presente, isto é, do agora?

A situação que nós lemos, dando ênfase nas falas de Marta e Maria, irmãs de Lázaro, ilustram muito bem o nosso comportamento quando tratamos com Jesus acerca do que Ele pode fazer em socorro às nossas necessidades, que é claro, devem estar sempre alinhadas com o que a Palavra diz (1Jo 5.14,15).

1 – Quando Marta disse: “Se estivesses aqui, o meu irmão não teria morrido”, ela condicionou Jesus ao passado, logo, para ela nada mais poderia ser feito no momento presente.

2 – Após Jesus ter dito que o irmão de Marta ia ressuscitar, ela lançou a sua esperança para o futuro ao dizer: "Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurreição, no último dia". Deste modo, não creu que o “vai ressuscitar” dito por Jesus poderia ser ali mesmo, exatamente no momento presente.

3 – Maria entrou na mesmíssima onda de Marta, basta olharmos a fala dela logo em seguida a se prostrar aos pés de Jesus.

É fato que nós não devemos pensar que Deus é uma espécie de “gênio da lâmpada mágica” como é lido nas histórias infantis, que faz tudo para nós num passe de mágica, de forma instantânea, quase que numa espécie de "drive thru gospel", onde a gente pediria num balcão e receberia a bênção logo ali no outro. Todavia, se nós não conseguirmos crer que Ele é o Deus do Presente, estaremos sempre lançando as nossas expectativas para o futuro e assim, entrando no perigoso caminho do conformismo, usando até mesmo a soberania do tempo de Deus para explicar o porquê de ainda não termos recebido aquilo que tanto necessitamos da parte dEle, embora já tivéssemos pedido umas... duas ou três vezes. Né?

Você acha que seria uma coincidência o tempo do agora se chamar PRESENTE? Ah, eu não acho nem um pouco! Pois a dádiva de eu e você estarmos vivos neste exato momento é um lindo PRESENTE de Deus e além disto, o momento em que recebemos a bênção que tanto esperamos é também um PRESENTE dEle para nós. Você concorda? Mas então, por que insistimos em deixar de acreditar que a manifestação do poder dEle nas nossas vidas pode acontecer agora?

Receba essa palavra com um alimento para a sua fé, pois o inimigo tem até se conformado com que a gente espere em Deus, mas desde que pensemos que não irá acontecer hoje, assim, passamos a viver com uma fé "meia boca", que espera, mas não espera muito, que crê, mas não crê muito.

A resposta de Jesus no mesmo texto lido precisa ser a expressão da nossa fé, pois quando Ele disse: "Eu sou a ressurreição e a vida”, estava mesmo dizendo que Ele é o Deus atemporal, tudo para Ele é PRESENTE, por isso não está preso ao nosso relógio, tanto que SOU é exatamente conjugado no tempo PRESENTE.

"Eu sou o Alfa e o Ômega", diz o Senhor Deus, "o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso." (Apocalipse 1.8)

Não se esqueçam disto, amados: para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia. (2Pedro 3.8)

Quem sabe se, de repente, com a aproximação do final do ano a sua fé acerca daquilo que tem esperado em Deus já está bem no finalzinho, tipo um pavio de um restinho de vela. Mas o que Ele tem para te dizer hoje é que Ele é o Deus do Presente, que pode fazer por você hoje, se simplesmente você crer.


Peçam, e será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta será aberta. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. (Mateus 7.7,8)



Eu não sei quanto a você, mas este texto fala para mim sobre alguns princípios básicos para alcançarmos o favor de Deus:

a) Pedir – Fala de apresentar as nossas necessidades ao Senhor através nas orações.

b) Buscar – Fala do nosso movimento de procura diária da presença do Senhor.

c) Insistir – Fala de continuar orando e pedindo, sem esmorecermos na fé.

O escritor aos Hebreus, ao tratar da famosa Galeria da Fé no Capítulo 11, descreveu que a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos, portanto, embora ainda não estejamos vendo, temos que seguir crendo que o nosso Deus pode e quer nos abençoar hoje, aqui e agora.

Receba o PRESENTE de Deus e não se lamente pelo dia que passou, e nem deixe ficar para amanhã aquilo que você pode receber de Deus hoje, conforme a sua medida de fé. 

É Noix no Pai! 

Roberto Baence
Carioca estabelecido em Sampa
Esposo de Flávia Mendes
Pai de Arthur Baence
Pai de Benicio Baence
Líder da Nova Tribo - Grupo de Jovens da Igreja de Nova Vida em Alphaville

domingo, 15 de outubro de 2017

Influências - O Filho de Dois Pais



E sucedeu que, no terceiro ano de Oséias, filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá. Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar, e vinte e nove anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Abi, filha de Zacarias. E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai. (2 Reis 18:1-3 ACRF).

Galerinha JovemDJesus, eu não sei quanto a vocês, mas me lembrando da primeira vez que eu li este texto de 2 Reis falando da história do Ezequias, eu confesso que fiquei um tanto quanto confuso, pois afinal de contas, quem seria o verdadeiro pai daquele jovem rei de Judá?

Quando lemos o texto de uma forma menos atenta, parece ser claro que Ezequias era filho de Acaz, que também foi rei de Judá, conforme consta das Escrituras em 2 Reis 16. Lá está posto que Acaz tinha vinte anos quando começou a reinar, e reinou por 16 anos, mas não fez o que o Senhor aprova. Pensa num cara “virado no capeta”!!! Esse era o tal do Acaz, que dentre as suas peripécias, até outro filho queimou em sacrifício aos ídolos que o Senhor tanto abominava. Fez aliança com o rei da Assíria para lutar contra Israel, tendo presenteado o rei Tiglate-Pileser com metais preciosos retirados do templo do Senhor. Não satisfeito, o cara copiou os altares idólatras vistos em Damasco, para fazer os mesmos sacrifícios pagãos daquele povo lá em Judá, pondo aquela estrovenga no lugar do altar do Senhor. Isso foi apenas uma amostra do que o cidadão foi capaz de fazer enquanto foi rei.

Mas no meio desse turbilhão de sandices, cresceu o menino Ezequias. Aquele rapaz deve ter testemunhado coisas até piores das que estão escritas na Bíblia, contudo, os registros dizem que no seu reinado ele conseguiu ser diferente do seu pai Acaz, pois fez o que o que era reto aos olhos do Senhor.

Não te parece intrigante uma pessoa viver num ambiente extremamente complicado, mas ainda assim dar para boa coisa? Mesmo tendo os piores exemplos para seguir, mesmo estando imerso no lugar onde se praticava as maiores abominações aos olhos do Senhor, ainda assim, foi possível aquele cara chamado Ezequias não ser influenciado para o mal.

Diante desta constatação, eu preciso te perguntar: Quem te influencia JovemDJesus?

Quais são os teus mentores, aqueles que te aconselham, ou simplesmente, aqueles que por estarem tão perto de você, acabam te mostrando coisas que você jamais deveria fazer igual?

No caso do Ezequias, podemos combinar que ele tinha tudo para ser o carinha mais pirado da face da terra, pois se o pai dele era ruim e o ditado diz “tal pai, tal filho”, ele não ia precisar de muita coisa para se jogar “dicunforça” nos mesmos erros que o pai cometera. Você não acha?

Mas porque será que não foi assim com Ezequias?

A resposta está exatamente no seguimento do texto que abriu este artigo, onde diz: “e fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai”.

Ora, embora Davi não fosse pai biológico de Ezequias, as influências positivas que aquele jovem absorveu da história do rei Davi foram tão grandes e tão marcantes, que mesmo diante de uma influência tão negativa, tão próxima e tão dominante, ele escolheu trilhar um caminho diferente aos olhos de Deus. Isso nos mostra que muitas vezes a gente pode até nem ter nascido num lar onde o nome de Jesus seja exaltado. A gente pode até ter nascido num lar onde as coisas são bem complicadas e com as histórias mais complicadas, como traição, divórcio, brigas, trambiques, falta de amor, falta de temor a Deus, etc. Todavia, quando a gente vai buscar os melhores exemplos e as melhores influências, se abre a oportunidade de termos um futuro bem diferente do que qualquer um poderia achar inevitável, basta querermos.

O pai biológico de Ezequias foi uma possibilidade de influência que deve ser evitada, embora ele devesse todo respeito ao seu pai, assim como eu e você também devemos aos nossos (Êxodo 20.12). Mas existem muitas outras formas ruins, que às vezes até num lar equilibrado, a gente pode se deixar levar para os caminhos que o Senhor reprova.

Nos artigos Não Siga a Manda e A Influência Que Detona o Propósito eu tratei um pouco das influências externas, que têm tudo para nos tirar do Caminho, mas como vemos, até em casa, num verdadeiro palácio, as influências podem ser extremamente perigosas, se não tivermos os valores alicerçados na rocha e buscarmos exemplos positivos para seguir (Mateus 7.24). 

Perceba que nesta vida a gente pode até nem saber o que quer ser de uma forma tão rápida, mas o que não quer ser, a gente precisa descobrir rapidinho, para não se acostumar com o desvio, pois como disse o Ninja Paulão: “Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.” (1 Coríntios 15.33), que de uma forma atualizada, diria: “diga-me com quem andas” (...). 

É claro que Ezequias não teve dois pais, mas pelo fato dele ter buscado uma referência positiva para seguir no rei Davi, fez com que a sua história fosse escrita de uma forma completamente diferente da do seu pai biológico, o Acabe. Apenas para te dar uma amostra do que isso representou de positivo na vida daquele cara, a Bíblia relata o seguinte sobre Ezequias:

No Senhor Deus de Israel confiou, de maneira que depois dele não houve quem lhe fosse semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele. Porque se chegou ao Senhor, não se apartou dele, e guardou os mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés. (2 Reis 18:5,6)

Ezequias herdou um reino completamente destruído pelo seu pai Acabe. Sem dinheiro, sem autoestima e sem exércitos, mas a partir da semente positiva que foi plantada no seu coração a partir da referência de Davi, aquele jovem se saiu vencedor das suas batalhas, a ponto de Deus enviar um anjo para batalhar na sua causa contra Senaqueribe, rei da Assíria, reino com o qual seu pai havia feito aliança no passado e que agora tentava exigir o que Judá já não tinha para dar.

Assim, hoje a gente entendeu que se nós confiarmos em Deus e nos mirarmos nos exemplos adequados, o Senhor virá ao nosso socorro e jamais permitirá que sejamos derrotados pelo inimigo.

Entenda JovemDJesus, Deus tem um plano para você! Jamais se deixe transformar em produto do meio onde você vive, mas seja o que Deus projetou, pois a vontade dEle é sempre B.A.P. (Boa, Agradável e Perfeita). 

Noix no Pai!

Roberto Baence
Carioca estabelecido em Sampa
Esposo de Flávia Mendes
Pai de Arthur Baence
Pai de Benicio Baence
Líder da Nova Tribo - Grupo de Jovens da Igreja de Nova Vida em Alphaville